sexta-feira

Cemitério dos sonhos...


Bem vindo ao meu funeral...
Sim, a morte se fez presente na minha vida ainda lúcida e saudável...

O motivo?...Inúmeros...
Tantos, que, ás vezes, penso que nada causou isso...
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Ver seu enterro é algo meio surreal...

Mas bom...Te faz refletir qual foi o por quê de ter vivenciado tudo e todos...

Diversas respostas surgem na mente...
Mas nenhuma tem uma pergunta...

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Sabe...Já é a segunda vez que me deparo nesse funeral...
No meu funeral...

Sensação estranha...Ou algo me puxa para a vida...Ou algo me leva para a morte...

...

Tenho pena de mim...
Sempre nessa situação...

Abandonado em meus próprios medos...
Banido de meus sonhos...

Entregues a esses pesadelos...

...
A vela se acende...A música termina...

Fecho meus olhos...
E mais uma vez essa sensação de rejeição...
Tudo me rejeita...

O corpo quer estar vivo...
A alma necessita de uma morte...

E meu coração, o que me diz? ...
...
Chega...
Vou embora...

Não adianta...
Por mais que se tente...
Esse maldito vazio não se apaga...

Esse desprezível nada, não se extingüe...
Esse maldito ser que escreve, não chora...
...


Cale-me com um segredo...
Que eu não possa ver a cor...

Talvez seja mais fácil de acordar...
...
Se eu não puder viajar...
Me encontre aqui...
Talvez eu vá me esconder em mim...

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quarta-feira

Desconhecimento...


Desconheço a mim.
A meus sonhos.
A meus desejos.

Desconheço o mundo.
O meu mundo.
Aquele mundo.

Desconheço a verdade.
Uma mentira.
Talvez uma dúvida.

Desconheço o sentimento.
Que lamento.
Que sofrimento.

Desconheço você.
Cuja emoção supri.
Cujos olhos fechei.

Desconheço o nada.
Presente no tudo.
Ausente no presente.


-Jhan Herbertt-

Tempo...Por quanto tempo, Tempo, você irá existir nisso tudo?...
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quinta-feira

segunda-feira

Esses dias...


Um dia você pará e observa...Não entende mais nada...Mas passa a compreender tudo...O realmente motivo...Você desconhece...O mundo se reflete nos seus olhos...A vida se carrega de dor...A estrada percorre uma tristeza...E você não sabe mais o que faz...Seus olhos se fecham...Um dia você pará e observa...
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Naquele dia você senta...Sente vontade de chorar...Mas não pode...Não deve...Não quer...O que se faz?...Nada...Fica sentado...Observando...Pensando...Perguntando...Por que não deu certo?...Por que você não está aqui?...Naquele dia você senta...
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Depois daquele dia você caminha...Segue uma outra rota...Persegue o outro objetivo...Aquele que foi abandonado no dia que você se abandonou...Por ela...Por ele...Por quem?...Ninguém te ama...Você se ama...Qual a necessidade do alguém?...Escolha sua resposta...Depois daquele dia você caminha...
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Depois do desprezo, ouse se olhar no espelho...
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sexta-feira

Reflexões...























talvez...precisamos nos amar para amar uma outra pessoa...
talvez...é necessário existir uma outra pessoa p/ amar a si...
talvez...quando se é solitário, o amor não exista...ou ele prefere não se fazer presente...
talvez...o espelho da alma se revele no espelho da parede...Existirá algo?...
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quinta-feira

Isto...


Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do
que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!



-Fernando Pessoa-



talvez...uma inspiração nessa vida iludida que me faço viver...

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segunda-feira

10 anos...

Vive numa cidade fria, cercada de pensamentos cruéis
Quer ir para o lado daquele que sempre lhe fez bem,
Mas que hoje a deixou sozinha, cercada de seus pesadelos
Perdida na rua das ilusões reais de seu futuro.
Amou um idiota que nunca a reparou como mulher
Apenas como uma prostituta de ponta de esquina, suja e acabada.
38 anos ela possui. Há 28 nessa vida barata onde tudo começou com seu pai meigo e carinhoso que só queria o bem de sua filha.
--Agradeço muito a você, papai... Filho da puta!

Continua a andar pela rua,olhando os muros, as pessoas transitando – onde as mesmas lhe traziam desprezo à sua figura -, os carros com homens que a olham com desejo.
Mas ela só quer uma pessoa, a mesma que a deixou ali, na noite anterior. A mesma que lhe fez muito bem... A mesma de 28 anos atrás.

O carro chega com os faróis altos, cegando seus olhos... Era o sinal
Ela chega perto, já com o sorriso bem estampado.
- Querido... Ficou com saudades?
- Toma seus 10 reais... Só quero um boquete... Não tô afim de trepar com tua mãe...Entra logo!
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Quem se criou?...
Você ou mundo?...
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